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  • Cláudio Giordano

Um notável frontispício



Em 1516 surgiu, de autoria atribuída a Jakob Hartlier, mas questionada e ultimamente reconhecida como de Helius Eobanus Hessus (Eoban Koch em alemão), uma brilhante sátira intitulada De Generibus Ebriosorum et Ebrietate Vitanda (Dos Vários Tipos de Bêbados e de Como Evitar a Embriaguez). Foi seguidamente reeditada até meados do século XVIII, mas sempre na sua escrita original, isto é, o latim, com interpolações em alemão; em texto misto de prosa e versos, o autor descreve primeiro os tipos de bêbados; depois faz o elogio da temperança e descreve os efeitos desastrosos da embriaguez. Em seguida reporta que desde épocas remotas a embriaguez era prezada na Alemanha, e como prova narra algumas histórias pouco edificantes dessa intemperança germânica. Apesar de indulgente por natureza, o autor é severo quando se trata dos clérigos, ratificando a voz comum de que a embriaguez é uma torpeza no sacerdote.


Quem nos fornece essas informações é André Simon (Bibliotheca Bacchica), notável enólogo e formador de uma das maiores bibliotecas vinárias, todavia não preservada, a não ser em catálogo.


Detalhe curioso, é que desde a primeira edição desta obra, a folha de rosto trazia uma xilogravura representando oito animais sentados a uma mesa, bebendo e presididos por um macaco, destacando-se em primeiro plano um barril de vinho com torneira. Algumas edições não têm essa figura; em contrapartida, outras reproduzem-na com variações, como se pode apreciar nas ilustrações que acompanham estes apontamentos.


A atribuição desta obra a Helius Eobanus Hessus (Eoban Koch em alemão) dá-nos ensejo de acrescentar que seu filho Heliodorus Eobanus Hessus, veio para o Brasil, combateu os franceses no Rio de Janeiro e na metade do século 16 participou da bandeira na região de Iguape. É o que se lê e muito mais em https://prazercompartilharblog.wordpress.com/2017/05/29/heliodorus-eobanus-hessus/











Un frontispicio notable



En 1516 surgió de autoría atribuida a Jakob Hartlier, pero cuestionada y últimamente reconocida como de Helius Eobanus Hessus (Eoban Koch en alemán), una brillante sátira titulada De Generibus Ebriosorum et Ebrietate Vitanda (Sobre los diversos tipos de borrachos y cómo evitar la embriaguez). Luego se reimprimió hasta mediados del siglo XVIII, pero siempre en su escritura original, es decir, en latín, con interpolaciones en alemán; en un texto mixto de prosa y verso, el autor describe primero los tipos de borrachos; luego elogia la templanza y describe los efectos desastrosos de la embriaguez. Continuando, informa que, desde tiempos remotos, la embriaguez fue valorada en Alemania, y como prueba cuenta algunas historias poco edificantes de esta intemperancia germánica. Aunque indulgente por naturaleza, el autor es severo cuando se trata de clérigos, lo que confirma la voz común de que la borrachera es una vileza en el sacerdote.


La fuente de estos informes es André Simon (Bibliotheca Bacchica), un enólogo destacado y creador de una de las bibliotecas de vinos más notables, aunque no se conservada, excepto en catálogos.


Un detalle curioso es que desde la primera edición de esta obra, la portada tenía una xilografía que representa a ocho animales sentados alrededor de una mesa, bebiendo y presididos por un mono. En primer plano se destaca un barril de vino con grifo. Algunas ediciones no tienen esta figura; por otro lado, otras la reproducen con variaciones, como se puede apreciar en las ilustraciones que acompañan a estas notas.


La atribución de esta obra a Helius Eobanus Hessus (Eoban Koch en alemán) nos da la oportunidad de agregar que su hijo Heliodorus Eobanus Hessus, llegó a Brasil, luchó contra los franceses en Río de Janeiro y a mediados del siglo XVI participó en la bandera en la región de Iguape. Esto y mucho mas es lo que leemos en https://prazercompartilharblog.wordpress.com/2017/05/29/heliodorus-eobanus-hessus/











A remarkable frontispiece




A brilliant satire entitled De Generibus Ebriosorum et Ebrietate Vitanda (On the Various Kinds of Drunkards and How to Avoid Drunkenness) appeared in 1516, authored by Jakob Hartlier, but questioned and lately recognized as by Helius Eobanus Hessus (Eoban Koch, in German). It was then reprinted until the mid-eighteenth century, but always in its original script, that is, Latin, with interpolations in German; in a mixed text of prose and verse, the author first describes the types of drunkards; then he praises temperance and describes the disastrous effects of drunkenness. He then reports that from remote times drunkenness was valued in Germany, and as proof he tells some unedifying stories of this Germanic intemperance. Though indulgent by nature, the author is stern when it comes to clerics, confirming the common voice that drunkenness is a turpitude in the priest.


This information is supplied to us by André Simon (Bibliotheca Bacchica), a notable writer and wine expert and creator of one of the largest wine libraries, not yet preserved, except in a catalogue.


A curious detail is that since the first edition of this work, the title page had a woodcut representing eight animals sitting at a table, drinking and presided over by a monkey, with a barrel of wine with a tap standing out in the foreground. Some editions do not have this figure; on the other hand, others reproduce it with variations, as can be seen in the illustrations that accompany these notes.


The attribution of this work to Helius Eobanus Hessus (Eoban Koch in German) gives us the opportunity to add that his son Heliodorus Eobanus Hessus, came to Brazil, fought the French in Rio de Janeiro and in the middle of the 16th century participated in the flag in the region of Iguape. That and much more is what we read in https://prazercompartilharblog.wordpress.com/2017/05/29/heliodorus-eobanus-hessus/



Helius Eobanus Hessus (Eoban Koch)

(1488 - 1540)






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